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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Hoje é o dia mundial dos gatos.

Sem essa de disputar Gatos X Cachorros, por favor! Os dois, bem como todos os demais animais, são preciosos. O problema está é com os seres humanos que, entre outras boçalidades, criam essas rixas inúteis. Não é preciso escolher: ame todos e você será amado de volta por eles em dobro, com o amor mais puro e sincero!




Com os gatos no abismo da loucura

 Certa noite, Louis Wain (05/08) e a esposa, Emily, acolheram um filhotinho de gato preto e branco que escutaram miando na chuva e o chamaram de Peter. Três anos depois, Emily começou a sofrer de um câncer no seio e a companhia do gatinho era o que a confortava e distraía. 

Wain e Peter


Com isso, Wain, que já tinha uma bem-sucedida carreira de ilustrador de cenas campestres e animais variados para periódicos, passou a fazer vários esboços e sketches do animalzinho para alegrá-la, e que foram ficando tão bons que a esposa o incentivou a publicá-los. Embora Emily não tenha vivido para ver esse sonho concretizado, isso de fato acabou acontecendo, e os desenhos cômicos de Wain retratando gatos em diversos contextos humanos foram se tornando cada vez mais antropomórficos e fizeram enorme sucesso, virando o tema único do artista e sua marca registrada. 







Sobre o gatinho Peter, Wain certa vez admitiu agradecido: “Devo a ele, sem dúvida, o alicerce de minha carreira, o desenvolvimento de meus esforços iniciais, e o reconhecimento do meu trabalho”. Peter pode ser identificado em muitos dos primeiros trabalhos publicados pelo ilustrador. Pelos 30 anos seguintes, Wain foi um artista prolífico, com uma produção de centenas de desenhos por ano. Ele ilustrou cerca de cem livros infantis...







... e seu trabalho apareceu em diversos jornais e revistas, incluindo a Louis Wain Annual, publicada de 1901 a 1915. Seus desenhos também foram reproduzidos em cartões postais que, hoje em dia, são disputados a tapa por colecionadores. 





No início dos anos 1920, entretanto, ele começou a mostrar sinais de esquizofrenia e foi internado em um hospital psiquiátrico, onde continuou a pintar gatos até sua morte, aos 78 anos, em 1939. Com a progressão da doença, seus desenhos passaram a refletir a irreversível fragmentação de sua consciência e o terror crescente, passando gradualmente do estágio inicial, em que só os fundos das pinturas começavam a apresentar padrões abstratos...



... até o total fracionamento das imagens, quando as figuras dos gatos se tornam cada vez mais fractais e ameaçadoras. 




















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